Sou Barbara, bióloga, 45 anos, casada e mãe do Benjamin. Minha história com NMO começou há 10 anos, no puerpério, com dor no pescoço, dormência, perda de força e sensibilidade no tronco. Inicialmente 3 ortopedistas suspeitaram de depressão pós-parto e hérnia de disco, mas fiz os exames e perdi as forças, literalmente, aguardando os resultados. Com a piora fui ao 4º ortopedista “santo” que me encaminhou imediatamente para internação em ala neurológica, onde a ressonância revelou lesão medular extensa na cervical. Fiz pulsoterapia melhorei significativamente, mas sofri do longe do meu filho. Em casa, após 15 dias da alta, caí da cama sem força no lado direito do corpo e precisei internar novamente. Dessa vez a pulso não foi eficaz e fiz plasmaférese, mais 1 mês longe do meu bebê. Na sequência vieram espasmos, enxaquecas e convulsões, sendo então diagnosticada com trombose cerebral. Ainda sem diagnóstico, 3 meses após a 1ª internação, buscamos especialistas em EM no RJ e recebi a visita hospitalar da Dra. Cláudia Vasconcelos, que me deu o diagnóstico de NMO. Assim, iniciei o tratamento com Rituximabe, obtido judicialmente e fiquei 2 anos de licença médica. Voltei ao trabalho readaptada. Hoje, apesar de estável para a NMO, devido ao uso do imunossupressor por 9 anos, sou suscetível a infecções graves. Então, com a mesma força e esperança, iniciei a medicação ON LABEL para NMO: Satralizumabe. Sem sequelas visíveis sigo cuidando do meu filho, trabalhando, estudando e representando a NMO Brasil no ES. Minha história é de resiliência! Acredito que “Juntos somos mais fortes” e que “Amanhã será outro dia.