Tudo começou em 2008, com diplopia que aparecia com o “cansaço” do dia. Após tratamento com corticoide o sintoma sumiu. Em 2011, tive novos sintomas, formigamento e espasmos na perna esquerda, ocasião que perna  chutou sem parar durante 12 horas sem interrupção, quase enlouqueci por não conseguir controlar minha própria perna. Nos dias seguintes perdi força e sensibilidade. Em 2012 surgiram novos sintomas, afetando o braço direito, na ressonância de medula cervical o diagnóstico foi de tumor medular. Diante da necessidade de uma biópsia, procurei uma segunda opinião médica, o qual descartou o tumor e sugeriu tratar-se de uma inflamação, então comecei o tratamento com corticóide oral. A melhora foi bem lenta. Ainda nesse período perdi tato, coordenação motora, sensibilidade na região pélvica e fiquei com regiões de grande sensibilidade, um fio de cabelo me causava intensa dor. No final de 2012, a retirada do corticóide desencadeou vômitos  e soluços incessantes. Em 2013, um novo neurologista finalmente diagnosticou Neuromielite óptica após novos sintomas, formigamento na perna direita e costela, assim iniciei pulsoterapia. Em abril espasmos faciais surgiram, os quais foram tratados com botox. Em maio, com o desmame do corticóide, tive novo surto, fiz novamente pulsoterapia e fui encaminhada à outro neurologista especialista, @fernandoeliasborges, o qual me acompanha até hoje. O corticóide foi gradualmente substituído pela azatioprina. Estou há 13 anos sem surtos, tenho sequelas não visíveis, principalmente dor neuropática e perda de força em membros. Em 2017 desenvolvi uma segunda doença autoimune, Miastenia Gravis, e em 2024 fui diagnosticada com a terceira doença autoimune, Espondilite anquilosante. Atualmente tenho uma vida quase normal, recuperei grande parte das funções. Tive muito aprendizado com tudo isso, sou muito grata por quem me tornei e por sempre ter tido ao meu lado, meu marido @newnoronha, o qual foi meu porto seguro. 💚