Com 8 anos, no ano de 2006, Catarina começou a sentir dores nas pernas e fraqueza, começou a fazer exames particulares, pois o SUS não cobria. Demorou 4 anos para o diagnóstico ser feito. Com 12 anos ela descobriu a NMO, junto com a Esclerose Múltipla, Epilepsia e Lúpus, cresceu com dores, e ficou de cadeira de rodas logo no primeiro surto. Hoje ela vive com perda parcial da visão no olho esquerdo. Fraqueza muscular, paralisia intermitente nas pernas, rigidez muscular, dificuldade para andar ou necessidade de cadeira de rodas, dormência, formigamento, perda de sensibilidade em partes do corpo, incontinência urinária (uso de fraldas), problemas intestinais, depressão e ansiedade, e por causa de tudo isso é aposentada desde os 13 anos, é acompanhada por neurologistas, neuroimonologista, reumatologistas, psiquiatras, psicóloga, urologista e proctologista diariamente. Mas com tudo isso, ela conseguiu se formar em Física/Astrofísica. Levava suas fraldas na bolsa, ia de cadeira de rodas ou quando estava melhorzinha ia com seu andador, mas se formou. A doença não definiu sua história. E como dito: QUERO QUE A SOCIEDADE NOS VEJA COMO POTENCIAL, NÃO COMO FARDO. E o que mais luto é por Acessibilidade e direitos à tratamentos. Enfim, essa é minha história até aqui.